O juízo desta trombeta: Flagelos apocalípticos

O juízo desta trombeta: Flagelos apocalípticos

Com a soltura dos demônios, será exterminada a terça parte da humanidade, através do fogo, da fumaça e do enxofre

 

“O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus, dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates. Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens.

O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; eu ouvi o seu número. Assim, nesta visão, contemplei que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão, e de sua boca saía fogo, fumaça e enxofre. Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens; pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda, porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, e tinha cabeça, e com ela causavam dano." Apocalipse 9.13-19

O juízo desta trombeta é o cumprimento do segundo “ai”. O primeiro atormentou os homens que não tinham o selo de Deus durante cinco meses. No Egito, traçamos um paralelo deste “ai”, pois naquela oportunidade as dez pragas alcançaram apenas o povo egípcio: o povo de Israel se manteve imune a elas.

O tormento do primeiro “ai” será de tal forma que os homens desejarão a morte, e ela fugirá deles. Nesta sexta trombeta de juízo, a situação se inverte: por meio do fogo, da fumaça e do enxofre é morta a terça parte da humanidade.

O juízo desta trombeta é constituído daquilo que os quatro anjos são e fazem. Quando eles foram soltos pelo anjo que tocou a sexta trombeta, um exército de duzentos milhões de cavaleiros saiu para matar. Estes são anjos diabólicos – os anjos celestiais estão sempre livres, a serviço de Deus, e jamais teriam qualquer razão para estarem presos.

Mas tanto a prisão desses quatro anjos quanto a dos duzentos milhões teve uma única razão: eles foram reservados justamente para a hora, o dia, o mês e o ano em que seriam soltos, a fim de executarem o juízo da sexta trombeta contra a humanidade rebelde.

Esses quatro demônios “especiais” lideram os duzentos milhões de cavalos e seus cavaleiros, e com a soltura deles é exterminada a terça parte da humanidade, através do fogo, da fumaça e do enxofre.

Isso representaria hoje quase dois bilhões de seres humanos. Embora toda a execução desta mortandade esteja a cargo de Satanás, só acontecerá como juízo de Deus.

É muito provável que estes duzentos milhões de seres infernais sejam os espíritos guias daqueles que comandarão a mais terrível guerra mundial. Os homens que têm o poder de acionar os botões, para fazer desaparecer cidades inteiras, através de bombas nucleares, são possuídos por demônios que ainda não têm a permissão divina para impulsioná-los.

Mas quando aqueles duzentos milhões de seres satânicos forem livres, para esta finalidade, agirão com toda a liberdade para impulsionar os homens a soltarem as suas bombas assassinas.

O fogo, a fumaça e o enxofre são, na verdade, os elementos que caracterizam as guerras nucleares. Muito embora possamos ter uma ideia daquilo que vai acontecer, pelo que temos visto nos filmes, a realidade será completamente diferente da nossa imaginação.

Os homens que sobreviverem a esta catástrofe, ou seja, os dois terços restantes da humanidade – o que seria hoje algo em torno de quatro bilhões de pessoas – mesmo assim não se arrependerão das suas obras. Continuarão a adorar os demônios e os ídolos de madeira, de pedra ou de metal, que não podem ver, nem ouvir, nem andar.

Talvez o leitor pergunte: Quem adora demônios ou ídolos? A resposta é: todas as pessoas, sem exceção, que não estejam praticando a Palavra de Deus, direta ou indiretamente adoram demônios ou ídolos.

Ainda que a pessoa não creia em nada nem em ninguém, mesmo assim é idólatra. Por quê? Porque amar os familiares, os bens materiais ou até mesmo a própria vida mais do que ao Senhor Deus é uma idolatria.

Qualquer pessoa ou coisa que ocupe o coração, que não seja o Senhor Jesus Cristo, passa a ser idolatria. Podemos conferir o que Deus revela para o apóstolo João, com a máxima expressão de clareza, quando diz:

“Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.” Apocalipse 9.20,21

Alguém poderá perguntar: quando eu cometi homicídio, se eu nunca matei alguém? A Bíblia afirma que todas as vezes que uma pessoa odeia a outra está cometendo homicídio.

No texto bíblico que se segue, a palavra “irmão” significa “o seu semelhante”: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si” (1 João 3.15).

E feitiçaria? Quando uma pessoa é feiticeira? Basta procurar comunicação com os mortos, acender velas para as almas ou desejar conhecer o futuro através de métodos de prognosticação.

E a respeito de prostituição? Neste aspecto, o Senhor Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5.28).

Aqui, adultério está no contexto de prostituição. Se o olhar impuro já produz o adultério, quanto mais a consumação do fato! E sobre furto?

Como uma pessoa pode roubar, tendo um caráter ilibado? A pessoa que não paga os seus dízimos, com fidelidade, constitui-se ladra, porque rouba a Deus! O Senhor mesmo disse: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda” (Malaquias 3.8,9).

(*) Trecho retirado do livro "Estudo do Apocalipse", do bispo Edir Macedo