a queda da Babilônia

Estudo do Apocalipse: a queda da Babilônia - parte 2

O espírito do falso Cristo é o espírito oposto ao Espírito do Senhor Jesus Cristo

 

“Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria.

Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou. Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela.

O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver! Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.

Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo. E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; e canela de cheiro, especiarias, incenso, unguento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas.

O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados. Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, dizendo: Ai! Ai da grande cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza! E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe.

Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade? Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!

Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa. Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada.

E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria. E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.” Apocalipse 18.1-24

Já vimos no capítulo anterior que os dez reis e a besta destroem o império religioso da Babilônia – a mãe das meretrizes e a “grande cidade”. A camuflagem religiosa que o diabo usou através do império religioso babilônico para iludir e ajuntar os povos deu certo.

Com isso, foi facilitada a manifestação do anticristo. Inicialmente, ele usou a farsa religiosa, o ecumenismo, para atrair todos os religiosos do mundo. E, é claro, a partir da proposta de união das religiões, sob o falso pretexto de todos hastearem uma só bandeira, a bandeira da paz entre os homens, colocaria toda a humanidade no mesmo plano, exceto aqueles que realmente nasceram de Deus.

Mas uma vez com o domínio, a primeira besta, ou o anticristo, dispensa a camuflagem religiosa e parte para a destruição da Babilônia religiosa.

E aqui, no capítulo 18, a grande Babilônia, isto é, o império anticristão, em sua grandeza política e econômica, é julgada pelo próprio Deus, conforme o escrito: “Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.” Apocalipse 18.8

Portanto, temos finalmente aqui a destruição da grande Babilônia, tanto o seu sistema religioso, representado pela grande meretriz, quanto o seu sistema político-econômico, representado pela grande cidade da Babilônia.

A meretriz babilônica é o polo oposto da mulher celestial – Israel; e a cidade da Babilônia é o polo oposto da cidade de Jerusalém celestial. O leitor pode perguntar por que a grande cidade da Babilônia representa o império anticristão na sua grandeza política e econômica.

Define-se uma cidade por uma sociedade ou ajuntamento de pessoas onde há infraestrutura: indústria, comércio e prestação de serviços. Ora, a grande cidade da Babilônia aqui citada representa todo o império mundial anticristão, com a sua infraestrutura tecnológica, dirigida para o serviço do anticristo, e, portanto, contrário à vontade de Deus.

Mas para que não percamos de vista a atuação do anticristo, convém lembrarmos em primeiro lugar que ele tem no bojo do seu caráter o engano. O espírito do falso Cristo é o espírito oposto ao Espírito do Senhor Jesus Cristo.

Enquanto o Espírito Santo revela o que é verdadeiro, o espírito do anticristo revela o que é falso. No Senhor Jesus não há meias verdades, nem mais ou menos, pois meias verdades significam meias mentiras, e mais ou menos não é definido: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” Mateus 5.37

(*) Trecho retirado do livro "Estudo do Apocalipse", do bispo Edir Macedo