A abertura do quinto selo

 

Apocalipse: a abertura do quinto selo

O anticristo assumirá domínio mundial, para promover a maior perseguição de todos os tempos contra os que se recusarem a adorar a imagem da besta

"Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.” Apocalipse 6.9-11

Com a abertura do quinto selo, a visão de João muda totalmente, pois aquela sequência de juízos, com os eventos dos quatro cavaleiros, parece ser interrompida. Ele vê um altar, e debaixo dele estão as almas daqueles que foram sacrificados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que deram do Senhor Jesus Cristo.

Quem são estas almas debaixo do altar? São os mártires, isto é: “... as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam” Apocalipse 6.9

Devemos lembrar que o primeiro selo trouxe o anticristo e as suas terríveis consequências: guerras, fome e morte. As almas debaixo do altar são um resultado do domínio de terror do anticristo.

Aqueles que, durante o período da Grande Tribulação, se converterem ao Senhor Jesus serão perseguidos e mortos, implacavelmente, pelo anticristo. Eles não fazem parte da Igreja arrebatada, visto que o arrebatamento ocorrerá antes do início da Grande Tribulação. Por isso, suas almas estão debaixo do altar.

Durante o período da Grande Tribulação, o anticristo assumirá o seu domínio mundial, para promover a maior perseguição de todos os tempos contra os que se recusarem a adorar a imagem da besta: “e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta” (Apocalipse 13.15).

Neste mesmo período não haverá mais o estado espiritual que muitas vezes encontramos hoje na Igreja do Senhor Jesus: o estado de mornidão, isto é, aquelas pessoas que nem são incrédulas nem convertidas.

(*) Trecho retirado do livro "Estudo do Apocalipse", do bispo Edir Macedo